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segunda-feira, 12 de março de 2012

Hepatite B (VHB)

 Hepatite B (VHB) -
Visão geral:
            O vírus da hepatite B (VHB), que causa uma séria forma de hepatite, é transmitido quando o sangue ou fluidos orgânicos contaminados por ele penetram na corrente sangüínea, através de injeções ou ferimentos.
            O VHB pode ser encontrado no sangue, na saliva, no sêmen, na secreção vaginal, no fluxo menstrual e no leite materno. Todas essas secreções podem eventualmente transmitir o vírus, que é bastante resistente ao meio ambiente.
            Em um número significativo de pacientes, o meio de transmissão não é identificado.
            De acordo com estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), 2 bilhões de pessoas foram contaminadas pelo VHB. Dessas pessoas, 300 milhões evoluíram para doença crônica (2002).

As principais vias de transmissão do VHB:
1) Da mãe para o bebê;
2) contato sexual sem preservativo;
3) através de agulhas, seringas, transfusões ou ferimentos;
4) transplante de órgãos ou tecidos;
5) profissionais de saúde, agente penitenciários e os usuários de drogas injetáveis são os maiores grupos de risco para a infecção pelo VHB através da transmissão por sangue contaminado.
            Além disso, é muito comum a transmissão do VHB aos membros de uma mesma família através do uso compartilhado de escovas de dente, barbeadores e lâminas contaminadas. Tatuagens e piercings feitos com agulhas contaminadas também transmitem o vírus.
            O programa Nacional de Imunizações está implementando gradativamente a vacinação em todo o país para a faixa etária menor de 20 anos e além disso, é importante usar o preservativo durante o contato sexual,  já que o vírus é facilmente transmitido dessa maneira.

Prevenção:
            A maior parte das opções terapêuticas para prevenir ou tratar a infecção pelo VHB envolve o uso de medicamentos que irão estimular o sistema de defesa do indivíduo, obtendo, assim, respostas imunológicas naturais. Pacientes com cirrose também podem ser submetidos a tratamento. Nesses casos é importante realizar exames para detecção do câncer de fígado (CHC ou carcinoma hepatocelular).
            Os pacientes com infecção aguda pelo VHB normalmente se recuperam espontaneamente e não necessitam de terapia antiviral. Contudo, os pacientes que desenvolvem a hepatite crônica B devem receber tratamento para limitar as complicações relacionadas à infecção em longo prazo.
            A vacinação é, hoje, o método mais adequado para impedir a disseminação do vírus da hepatite B. O atual calendário de vacinação impõe a imunização de recém-nascidos, o que não significa que adultos não devam ser vacinados.
            As vacinas mais comumente utilizadas estão baseadas no antígeno HBs. Oferecem proteção contra o VHB em aproximadamente 95% dos indivíduos imunocompetentes vacinados. Normalmente são administradas três doses. Após a primeira dose, o intervalo para a segunda e a terceira é de 1 e 6 meses, respectivamente.

Tratamento:
            Pacientes com infecção aguda normalmente curam-se espontaneamente e não precisam de terapia contra o vírus. Os pacientes com hepatite crônica devem ser tratados para limitar as complicações associadas com a infecção em longo prazo.          
Objetivos do tratamento
- inibir a multiplicação do VHB;
- reduzir a infectividade do vírus;
- ajudar a reduzir a necrose e a inflamação do fígado;
- prevenir o desenvolvimento da cirrose e do câncer no fígado.
            Não há um tratamento padrão para a hepatite B, porém vários agentes estão sendo usados na prática clínica:

Interferon alfa (IFN-) - é muito usado no tratamento da infecção crônica pelo VHB, pois estimula o sistema de defesa natural do indivíduo a combater a infecção.
            Em média, 30% a 40% dos pacientes respondem à terapia com IFN-.
            Durante o tratamento, a resposta é avaliada, dentre outras maneiras, pela soroconversão, que é o desaparecimento do antígeno HBe e surgimento de anticorpos anti-HBe. Geralmente isso ocorre 2 a 4 meses após o início do tratamento, quando os níveis de RNA do VHB diminuem rapidamente (diminuição da carga viral). No entanto, a inflamação do fígado ainda pode ser detectada vários meses após a soroconversão.

Agentes antivirais - inibem a multiplicação do vírus. Os agentes antivirais (vidarabina, aciclovir, ribavirina, lamivudina, foscarnet) inibem a multiplicação viral por interromper a síntese do DNA do VHB.
            Os agentes antivirais inibem a multiplicação do vírus. A enzima DNA-polimerase é responsável pela "montagem" de novas tiras do DNA na célula infectada. Os antivirais agem nesse processo, reduzindo a taxa de produção de novos filamentos de DNA viral, ou seja, de novos vírus.
            A lamivudina é um agente que vem ganhando espaço no tratamento da hepatite crônica B. Em doses orais superiores a 100 mg/dia ela suprime o VHB, porém, se o tratamento for interrompido, o vírus volta a se multiplicar. O tempo de uso da medicação ainda não foi definitivamente estabelecido.

FELICIDADE NÃO SE EXPLICA, SE SENTE!!

ÓTIMA SEGUNDA FEIRA GALERA!!!!

Gostaria de compartilhar com o maior número de pessoas possível que MINHA MÃE NEGATIVOU O VÍRUS!!!!!

Dia 07/03/2012 passamos em consulta no IIER com o Dr. Focaccia para sabermos o resultado do exame da medição da carga viral. Ficamos muito felizes quanto ele deu parabéns à minha mãe por ter conseguido negativar o vírus!!! O resultado deu "NÃO DETECTADO".

O médico também disse que o vírus está guardadinho, encubado no organismo dela e não ter como saber onde está exatamente. E que somente voltará a se manifestar no caso de uma doença muito grave (câncer, AIDS) tomasse conta de seu organismo.

É claro que estávamos preparadas para receber a notícia de que seria necessário mais uma fase de tratamento, mas acreditamos que sairíamos de lá com o sorriso no rosto e as costas sem aquele peso!!!

Ela ainda não está curada, mas temos muita fé em Deus.

Eu precisava contar para vcs isso... afinal, não é justo eu compartilhar somente a parte difícil do tratamento!!!

O cabelo já não cai como antes, as unhas estão clareando e a disposição de sempre!!!

Graças ao bom Deus tudo está entrando nos eixos novamente. Como ela mesmo diz, a vida parou por 7 meses e agora está voltando ao ritmo normal. Ela fará outro exame para medir a carga viral daqui a 6 meses e 1 mês depois ela passará no médico novamente.

A rotina voltará ao normal e ela precisará ir ao IIER de 6 em 6 meses só para acompanhamento.

Ao término do tratamento, muitos pacientes reconhecem o quanto as famílias também sofrem. Em razão disso reconhecem, ainda, o quanto são amados!!!

Aos que AINDA estão batalhando para negativar o vírus, desejo muita força e que tenham muita paciência por que o tempo do Senhor é diferente do nosso!!!

Fé em Deus e que a Paz do Mestre Jesus esteja em nossos corações!!!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Fim do silêncio

Bom dia galera!

Peço desculpas por ter ficado em silêncio por tanto tempo... muitas coisas aconteceram desde a última postagem!

O tratamento da minha sofreu algumas alterações, mais precisamente no que diz respeito à anemia!

De setembro a outubro, todos os fins de semana que se seguiram, minha mãe ficou de cama... o médico dela estava acompanhando de perto a anemia e disse que se não melhorasse, ele teria que ministrar mais um medicamento subcutâneo. Foi o que fez!

Dia 03/10/2011 ela foi trabalhar normalmente, porém, por volta das 09h15 ela me ligou e disse que estava indo para o Pronto Socorro (PS) do Emílio Ribas. Fiquei muito preocupada, pois para ela ir para o PS o problema era sério. Aproveitei que estava por perto a caminho de um compromisso e fui direto para o hospital. Quando cheguei lá, tive que esperar pq ela estava vindo de táxi acompanhada por um amigo do trabalho.

Quando ela desceu do carro, estava sem cor... fraquinha! Nos dirigimos ao prédio do PS e lá aguardamos até que  ela foi atendida por um dos médicos plantonistas. Ele pediu dois exames de sangue e uma radiografia do tórax pq ela estava com uma tosse de cachorro louco!

Demos entrada no hospital às 10h e saímos de lá às 17h20!

Na semana seguinte ela ainda estava fraca, mas passou em consulta com o dr. Focaccia que prescreveu Alfapoetina que deve ser ministrada 3x por semana de forma subcutânea. Apliquei nela com as seringas cedidas pelo Hospital.

Já na segunda dose, ela ficou muito bem disposta. Santo remédio! Quando apliquei nela, já era a terceira dose pois as duas primeiras ela recebeu no próprio Hospital. Li a bula para saber quais as reações que poderiam aparecer no decorrer do tratamento. Fiquei um pouco preocupada, pois minha mãe tem pressão alta e uma das reações é exatamente de aumentar a pressão arterial...  ficamos atentas a qualquer dor de cabeça!

Hoje, 31/10/2011, apliquei a última dose de Alfapoetina.

Mesmo tendo passado quase 1 mês desde a última aplicação, ela tem se mostrado melhor, muito embora, a disposição dela tenha diminuído um pouquinho em virtude da falta da medicação.

Em regra, ela não tem ficado mais de cama durante o fim de semana. Normalmente dá uma febrinha no dia da aplicação do Interferon, mas nada que de fato seja preocupante!

Dia 09/12/11 será aplicada a última injeção de Interferon, o tratamento está na reta final... ela me disse a uns dias atrás que se for preciso fazer mais 6 meses, ela vai pedir por auxílio psicológico. E com razão, pois é incrível o quanto essa montanha de drogas mexe com o psicológico... afeta a vida não só do paciente, mas da família também e de forma direta!

Mas de uma coisa estou plenamente certa, vale muito a pena! Minha mãe é a minha anja da guarda... =D

Se vc estiver passando por isso ou vai passar, seja como familiar do paciente ou como paciente propriamente dito, tenha certeza de que quanto mais vc tiver o apoio das pessoas que ama, o tratamento dará menos aborrecimentos possível!!

JAMAIS ESQUEÇA QUE DEUS TE AMA E ESTÁ SEMPRE AO TEU LADO!!!

FORÇA, fiquem na paz do Mestre Jesus.

Abraços...